Como cuidar do peixe-corda? Aquário, alimentação e guia completo
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Como cuidar do peixe-corda? Aquário, alimentação e guia completo

Aprenda a cuidar do peixe-corda com este guia completo sobre tamanho do aquário, parâmetros da água, alimentação e espécies compatíveis para mantê-lo saudável.

TankZen Research Team
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Peixes-corda parecem cobras. Movem-se como enguias. Mas, na verdade, são peixes ancestrais que respiram ar e existem há milhões de anos, desde antes dos dinossauros. Erpetoichthys calabaricus é um dos peixes de água doce mais incomuns disponíveis hoje para aquaristas.

Resposta rápida: O peixe-corda (Erpetoichthys calabaricus) é um peixe de água doce comprido e serpentiforme originário da África Ocidental. Ele atinge 15–20 polegadas (38–50 cm) de comprimento e vive 10–15 anos quando recebe os cuidados adequados. Precisa de um aquário de no mínimo 55 galões (208 litros), temperatura entre 72–82°F (22–28°C) e uma tampa bem ajustada — ele foge com frequência. Ofereça alimentos de origem animal, como larvas de quironomídeos e minhocas, 3–4 vezes por semana.

O que é um peixe-corda?

O peixe-corda não é uma enguia — ele pertence à família Polypteridae, o mesmo grupo ancestral dos bichires. Seu formato serpentiforme é resultado da evolução convergente, e não de um ancestral compartilhado com alguma espécie de enguia. Entender essa diferença influencia todas as decisões sobre seu aquário.

O nome científico é Erpetoichthys calabaricus. A espécie habita rios de correnteza lenta, planícies de inundação e pântanos com pouco oxigênio na África Ocidental e Central [1]. Nigéria, Camarões e República do Congo formam sua principal área de distribuição natural.

Características físicas

O peixe-corda possui corpo longo e cilíndrico, coberto por escamas ganoides — um tipo primitivo de escama revestida por uma camada semelhante ao esmalte, também presente em bichires e esturjões. Os adultos geralmente atingem 15–20 polegadas (38–50 cm) de comprimento. Alguns exemplares grandes e bem alimentados ultrapassam 20 polegadas (50 cm) em aquários espaçosos.

A coloração do dorso varia de verde-oliva a marrom-escuro, enquanto o ventre é creme-claro. Ele possui pequenas nadadeiras peitorais, mas não tem nadadeiras pélvicas. Uma fileira de pequenos espinhos dorsais percorre suas costas, criando uma silhueta característica em forma de crista.

A adaptação respiratória

O peixe-corda possui bexigas natatórias modificadas que funcionam como pulmões primitivos. Ele precisa subir regularmente à superfície para respirar ar — somente as brânquias não são suficientes. Sem acesso à superfície, ele sufoca mesmo em água bem oxigenada.

Essa adaptação surgiu em ambientes pantanosos pobres em oxigênio. Ela também permite que o peixe sobreviva por curtos períodos fora da água. Na natureza, peixes-corda rastejam de uma poça para outra durante a estação seca — o que explica sua lendária habilidade para escapar.

Mito comum: "O peixe-corda é apenas mais uma enguia." Realidade: O peixe-corda pertence à antiga ordem Polypteriformes e é parente próximo dos bichires. As enguias verdadeiras pertencem à ordem Anguilliformes, que é totalmente diferente [1]. O formato semelhante é uma coincidência evolutiva, não sinal de parentesco.

Como montar um aquário para peixe-corda

Um único peixe-corda adulto precisa de um aquário comprido de, no mínimo, 55 galões (208 litros), com a tampa completamente segura. Aquários compridos oferecem o espaço de fundo necessário — o peixe-corda vive no fundo, portanto o comprimento é muito mais importante que a altura. Um aquário alto de 40 galões funciona pior que um modelo comprido de 40 galões, mesmo com o mesmo volume.

A tampa é o elemento mais importante de todos. Peixes-corda empurram e abrem tampas durante a noite. Eles encontram frestas de apenas meia polegada (1,3 cm). Use uma tampa de vidro com presilhas em todos os cantos — nada de tela, partes abertas ou exceções.

Dica profissional: Um aquário comprido de 55 galões com tampa de vidro e presilhas nos cantos é a montagem inicial mais segura para um peixe-corda. Evite aquários sem bordas ou sem tampa — qualquer fresta vira uma rota de fuga.

Substrato e decoração

Use areia fina ou cascalho bem liso como substrato. O peixe-corda mantém o ventre em contato com o fundo enquanto procura comida. Cascalho pontiagudo causa escoriações que abrem caminho para infecções bacterianas e fúngicas.

Adicione vários esconderijos — canos de PVC, tocas de terracota, emaranhados de troncos e fendas entre pedras. Peixes-corda são tímidos durante o dia. Sem abrigo suficiente, o peixe permanece constantemente estressado e para de comer.

Elemento da montagemRecomendaçãoPor que é importante
Tamanho do aquárioNo mínimo 55 galões (208 litros) (modelo comprido)O espaço de fundo importa mais que a altura
SubstratoAreia fina ou cascalho lisoEvita escoriações no ventre
TampaVidro com presilhas nos cantosEvita fugas — item inegociável
EsconderijosCanos, tocas e troncos densosReduz o estresse crônico durante o dia
IluminaçãoIntensidade baixa a moderadaEstimula o comportamento noturno natural
Fluxo do filtroCorrenteza fracaReproduz o habitat de águas paradas dos pântanos

Iluminação e fluxo da água

Mantenha a iluminação fraca. O peixe-corda tem hábitos noturnos e fica inativo sob luz intensa. Um aquário plantado com pouca luz reproduz seu ambiente pantanoso natural e estimula atividades visíveis durante a noite.

Escolha um filtro com fluxo de saída baixo. Bombas de circulação potentes e filtros de alto fluxo causam estresse crônico em peixes que evoluíram em águas paradas ou com pouquíssima correnteza. Filtros de espuma com baixo fluxo ou filtros hang-on ajustáveis funcionam bem.

Veja nossas principais opções de filtros de baixo fluxo para aquários com peixe-corda e outras espécies de fundo.

Parâmetros da água para peixe-corda

O peixe-corda se desenvolve melhor em água quente e ligeiramente mole, semelhante à dos pântanos da África Ocidental. Ele tolera variações moderadas nos parâmetros, mas não sobrevive a picos de amônia nem a mudanças rápidas de temperatura.

Segundo os dados completos do Aquarium Source sobre os cuidados com o peixe-corda, os parâmetros recomendados e confirmados por aquaristas para manter a espécie saudável permaneciam os mesmos em junho de 2026 [2].

Parâmetros recomendados

ParâmetroFaixa idealObservações
Temperatura72–82°F (22–28°C)Ideal: 76–78°F (24–26°C)
pH6,5–7,5Água ligeiramente ácida é preferível
Dureza5–20 dGHDe mole a moderadamente dura
Amônia0 ppmDeve permanecer sempre em 0
Nitrito0 ppmDeve permanecer sempre em 0
Nitrato<20 ppmMantido baixo com trocas semanais

O aquário precisa estar completamente ciclado antes da introdução do peixe-corda. Ele é mais sensível a compostos nitrogenados dissolvidos que a maioria dos peixes comunitários.

Testes e trocas de água

Dica profissional: Use um kit API Freshwater Master Test para testar semanalmente os parâmetros da água. O peixe-corda esconde sinais de doença até o quadro ficar grave — testes preventivos detectam problemas antes que se transformem em emergências.

Faça trocas semanais de 25–30% da água. O peixe-corda é um carnívoro que faz bastante sujeira ao comer. Restos de proteína apodrecem rapidamente e provocam picos de amônia. Deixe toda a água nova com uma diferença máxima de 2°F (1°C) em relação à temperatura do aquário para evitar choque térmico durante as trocas.

O que o peixe-corda come?

O peixe-corda é um carnívoro obrigatório que encontra o alimento inteiramente pelo olfato — sua visão é limitada e ele caça usando a quimiorrecepção. A posição da comida e o horário da alimentação precisam levar essa estratégia sensorial em conta. Em um aquário claro e movimentado, o peixe-corda costuma passar fome enquanto os peixes mais rápidos comem tudo primeiro.

Alimente o peixe-corda depois que as luzes se apagarem. Oferecer comida à noite, com o aquário pouco iluminado, permite que ele cace sem ser incomodado. Essa única mudança resolve a maioria das reclamações de novos criadores de que o peixe "não quer comer".

Melhores alimentos para o peixe-corda

Em ordem de valor nutricional e aceitação:

  • Minhocas e minhocuçu — melhor fonte de proteína e estímulo de caça mais forte
  • Larvas de quironomídeos congeladas — excelente estímulo alimentar, aceito imediatamente por quase todos os peixes-corda
  • Vermes negros congelados — nutritivos e amplamente disponíveis na forma congelada
  • Camarão cru (sem casca e cortado em pedaços) — boa fonte alternativa de proteína
  • Ração de fundo para carnívoros — prática para peixes já adaptados
  • Peixes vivos usados como alimento — ofereça com moderação, pois existe um risco real de transmissão de doenças

Dica profissional: Larvas de quironomídeos congeladas em cartelas eliminam o risco de parasitas associado a alimentos vivos e oferecem o mesmo estímulo quimiossensorial intenso. A maioria dos peixes-corda aceita esse alimento já na primeira oferta.

Frequência e quantidade de alimento

Alimente 3–4 vezes por semana — não diariamente. O peixe-corda tem metabolismo lento. A alimentação diária provoca obesidade, que pode evoluir para doença hepática gordurosa e reduzir sua expectativa de vida. Pular uma refeição é sempre mais seguro que oferecer comida em excesso.

Como acostumá-lo à ração

Peixes-corda recém-adquiridos quase sempre recusam ração no início. Comece oferecendo exclusivamente vermes congelados por 2–3 semanas. Depois, misture aos poucos ração de fundo para carnívoros triturada em cada porção de vermes. Com treinamento consistente, a maioria passa a aceitar ração em 4–6 semanas.

Companheiros de aquário para peixe-corda: quem sobrevive à noite

Qualquer peixe com menos de 3 polegadas (7,6 cm) corre um risco real perto de um peixe-corda — ele caça à noite, enquanto o aquarista dorme. Aquários que parecem tranquilos durante o dia podem perder peixes pequenos antes do amanhecer sem nenhuma causa aparente. Isso não é agressividade — é predação noturna.

O peixe-corda é totalmente dócil com peixes que não consegue comer. Ele simplesmente ignora companheiros de tamanho adequado. O comportamento às vezes chamado de "agressividade" quase sempre é uma tentativa de caça direcionada a peixes pequenos.

Boas opções de companheiros

EspécieTamanho adultoPor que funciona
Bichires12–24 polegadas (30–61 cm)Mesma família e necessidades de parâmetros idênticas
Ciclídeos oscar10–14 polegadas (25–36 cm)Grandes e tranquilos, com preferência por temperatura semelhante
Botias-palhaço8–12 polegadas (20–30 cm)Peixes de fundo com parâmetros compatíveis
Tetras-do-congo3–4 polegadas (7,6–10 cm)Segurança no limite quando totalmente adultos
Coridoras adultas2–3 polegadas (5–7,6 cm)Corpo protegido por placas, geralmente ignorado quando adultas

O guia do The Spruce Pets sobre espécies de coridoras observa que coridoras adultas geralmente são grandes e protegidas por placas demais para que a maioria dos predadores de fundo consiga capturá-las.

Espécies que devem ser evitadas

Mantenha estas espécies completamente afastadas do peixe-corda:

  • Guppies, tetras-neon e pequenas rásboras — todos viram presas
  • Qualquer espécie de camarão — 100% de chance de ser comida
  • Caracóis com menos de 1,5 polegada (3,8 cm) de diâmetro
  • Bettas e peixes com nadadeiras longas e esvoaçantes

Mito comum: "O peixe-corda precisa ser mantido sozinho." Realidade: O peixe-corda convive pacificamente com companheiros de tamanho adequado e até com outros peixes-corda em aquários de 75 galões (284 litros) ou mais. Ele não é solitário por natureza — apenas enxerga como presa tudo o que for pequeno o bastante para engolir.

Saúde do peixe-corda: sinais de alerta

Um peixe-corda saudável fica ativo depois de escurecer, come com vontade em todas as refeições e apresenta pele lisa e olhos claros e brilhantes. Qualquer desvio desse padrão que persista por 48 horas merece uma avaliação cuidadosa.

Sinais de alerta comuns que você deve observar:

  • Recusa de alimento por mais de 7–10 dias consecutivos
  • Permanência contínua na superfície, além das subidas normais para respirar ar
  • Manchas brancas, formações acinzentadas semelhantes a algodão ou feridas visíveis no corpo
  • Nado anormal — em círculos, inclinado para um lado ou parado no meio da coluna d'água
  • Respiração rápida ou visivelmente difícil na superfície

Infecções fúngicas

Manchas brancas ou cinzentas com aparência de algodão na pele ou nas nadadeiras indicam doença fúngica. Segundo o guia do PetMD sobre infecções fúngicas comuns em peixes, essas infecções geralmente começam em locais com escoriações ou ferimentos [3]. Trate com um medicamento antifúngico próprio para aquários e elimine a causa física — normalmente um substrato pontiagudo ou um ferimento sofrido durante uma tentativa de fuga.

Parasitas externos

O íctio aparece no corpo e nas nadadeiras como pequenos pontos brancos semelhantes a grãos de sal. O oodínio se manifesta sob luz forte como uma fina camada de pó dourado ou cor de ferrugem. Trate o íctio com terapia térmica (eleve a temperatura para 86°F (30°C) por 2 semanas) combinada com sal para aquário. O oodínio exige um medicamento à base de cobre. Ambos respondem bem ao tratamento quando detectados cedo.

Ferimentos causados por fugas

Um peixe-corda encontrado no chão deve ser devolvido imediatamente à água — muitos sobrevivem a fugas curtas. Depois que ele se recuperar, examine cuidadosamente o corpo em busca de cortes e escoriações. Ferimentos leves cicatrizam bem em água limpa, estável e com bons parâmetros.

Erros comuns de quem começa a criar peixe-corda

A maioria das mortes de peixes-corda ocorre por fugas, companheiros inadequados e excesso de comida — não por doenças ou falhas na química da água. As três causas podem ser totalmente evitadas com preparação.

Erro 1: Tampa sem segurança

Essa é a principal causa de morte de peixes-corda em cativeiro. Eles fogem durante a noite sem aviso. Prenda todas as bordas da tampa antes de levar esse peixe para casa. Não existem exceções para essa regra.

Erro 2: Aquário pequeno demais

Um aquário de 20 galões (76 litros) causa estresse crônico. Até um de 40 galões (151 litros) é apertado para um peixe-corda adulto. O mínimo de 55 galões (208 litros) é uma necessidade biológica, não uma sugestão conservadora que pode ser reduzida.

Erro 3: Peixes pequenos como companheiros

Observar o aquário durante o dia gera uma falsa sensação de segurança. O peixe-corda caça depois da meia-noite. Guppies, pequenos tetras e camarões desaparecem sem deixar vestígios. Mantenha no mesmo aquário apenas espécies com mais de 3 polegadas (7,6 cm) de comprimento.

Erro 4: Alimentação durante o dia

Em um aquário claro e movimentado, os peixes mais rápidos comem tudo antes que o peixe-corda encontre o alimento. Mudar para a alimentação depois que as luzes diminuírem resolve imediatamente a maioria dos casos de recusa alimentar.

Erro 5: Excesso de comida

Três a quatro refeições por semana é a quantidade correta. A alimentação diária provoca obesidade e doença hepática gordurosa ao longo dos meses. Um peixe-corda que pula uma refeição continua saudável — um que come todos os dias durante um ano muitas vezes não.

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Perguntas Frequentes

Não — o peixe-corda não é uma enguia. Ele pertence à família Polypteridae e é parente próximo dos bichires, não das enguias. As enguias verdadeiras pertencem à ordem Anguilliformes, que é totalmente diferente. O formato corporal semelhante é resultado da evolução convergente, não de um ancestral compartilhado.

Referencias e Fontes

Disclaimer: This content is for informational purposes only and does not replace professional veterinary advice. Product recommendations may contain affiliate links. Always consult a qualified aquatic veterinarian for health concerns.

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